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Sinceramente, ele me decepcionou. O crânio do menino, falecido aos cinco anos de idade, apresentava sintomas de osteoporose 14 nos parietais e occipitais. A Minha Bíblia. Miriam Mayumi. Curioso e demolidor Destino Mas preciso de.

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Mas Eliseu, meu dedicado companheiro, soube esperar. Soube escutar. Soube compreender. Alguma coisa me transformou e me dominou.

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Na minha mente só brilhavam um rosto, uma frase, uma piscadela de cumplicidade. E Ele nos esperava. Coitado do Posseidon. Mal lhe déramos descanso. E durante algum tempo — na verdade, todo o tempo -, de maneira atropelada e sem muito êxito, tentei reconstituir os fatos do andar de cima da casa dos Marcos e ao pé do monte das Oliveiras. Deixou que eu desabafasse. Depois de uma longa pausa, apontou os beliches, sentenciando: - Vamos descansar. Um dia por vez. Eu me recusei, sentia-me decepcionado.

Eu sabia de seu ardente desejo. Agora eu o compreendo e bendigo sua fibra. Ali morreu minha defesa apaixonada. Foi um sono longo. Vejamos se sou capaz de explicar. Temperatura às horas, 18 graus Celsius. Umidade relativa por volta de 47 por cento. Visibilidade ilimitada. Ventos calmos. Sim, um dia primaveril e diferente. A princípio, como eu ia dizendo, atribuí a mudança ao sono sereno e reconfortante.

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As palavras, de novo, me seguram, me limitam. Ou deveria eu falar de um estado? Alguma coisa irreal. Meu Deus, como explicar tudo isso! Também havia percebido. Uma segurança diferente de outras que experimentara. Tudo nos parecia diferente. Alguma coisa ou alguém abriu minha mente. Seu espírito, suas palavras e suas obras se instalaram em todo meu ser Dias depois, ao retomar as missões que haviam ficado em suspenso, ao saber, de forma definitiva, aquilo que ocorrera e fora vivido pelos discípulos do Mestre em Jerusalém, comecei a desconfiar.

E de forma espontânea, começamos pelo mais importante.

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O que acontecera durante a célebre festa do Pentecostes? Mais ainda, o que era exatamente essa entidade? Aqueles ali reunidos teriam visto as incríveis línguas de fogo? Os discípulos do Mestre teriam falado em outros idiomas?

Eliseu e este que escreve repassamos mais uma vez o tempo de minha permanência na Cidade; finalmente desistimos. Belo par de cientistas! E Eliseu e eu nos olhamos, estupefatos. O incrível é que nenhum dos dois se tinha incomodado. Lutaríamos, sim. Isso estava claro. Terceiro problema. Melhor dizendo, terceiro problema duplo: a ameaça de Pôncio Pilatos e o assunto irritante da escassez de recursos. Na verdade, eu pouco podia fazer. Allém das habituais e conhecidas medidas pessoais de segurança, só podia reforçar os cuidados e confiar.

Nem mais: Eliseu achou ótima a fuga aparentemente louca da Cidade Santa. Uma enorme fortuna. Eu podia até me arriscar a viajar a Jerusalém levando a pedra.

Podia até negociar sua venda. O bom senso lhe recomendava cautela. Foi quando, ao fazer a contagem das parcas reservas existentes na sacola de borracha, aqueles exploradores, longe de cair num desânimo até natural, caíram na gargalhada. Desconcertante Nem tanto. E o riso voltou, eliminando qualquer vestígio de pessimismo. Hoje eu sei. Aqueles homens começavam a compreender. Eliseu me observava com complacência.

Tínhamos tudo, sim, mas convinha esperar e cumprir primeiro com o estabelecido. Eliseu, em silêncio, foi se sentar na frente do computador central. Sei que, à vossa maneira, terminareis por confiar em mim. Iríamos em frente, sim. O mundo devia, tinha direito de saber. Ao nos aproximarmos das escotilhas, percebemos nossa incompetência. O animal protestava. Certamente, pensando nas viagens que nos esperavam, contar com o Posseidon podia ser de grande utilidade. Contudo, enquanto a ameaça de Pôncio Pilatos continuasse pesando sobre este explorador, a presença do chamativo animal constituía um perigo extra.

Eliseu me olhou feio. Havia uma prioridade. Querer alimentar o equino no alto daquela planície pedregosa e ressequida era coisa quase impossível. Com um pouco de sorte, podia encontrar o que procurava entre as hortas. Tudo estava calmo. O caminho parecia livre. Fiquei tranqüilo. Era o momento. Montei de novo o cavalo e, sem perder tempo irrompemos no caminho.

Minutos depois, sem saber para onde ir, entrei decidido no labirinto de hortas e pomares. A sombra de umas amendoeiras em flor, um casal de fèlas camponeses trabalhava na colheita de enormes e suculentos hati os famosos alhos-porós da Galiléia. Como se mostraram desconfiados, tive de repetir a pergunta.

Precisava baixar cevada, se possível, cozida, e também alguns efa 1 de bom feno 2 , bem como a pequena e nutritiva ol fava que começava a ser colhida nas margens do yam. Cada efa- medida de capacidade para sólidos — era equivalente a pouco mais de 43 quilos.

Em resumo, um feno doce e verde. A curta distância da casa, sentado sobre a grama e recostado contra a a de basalto de um poço, um velho me observava. Decidi fazer a prova. Eu me apeei do animal e, ao chegar perto do sujeito, comecei a entender. Respeitoso, retribuiu meu cumprimento, mas num aramaico da Galileia todo truncado.

Estava eu, de fato, diante de um badarvi um beduíno 3. E sob o keffiyeh, solto sobre os ombros estreitos, um longo e desgrenhado cabelo, de um ruivo flamejante. Olhamo-nos com curiosidade. O rosto, magro, todo anguloso e marcado por dezenas de rugas, mostrava uns olhos pequenos, escuros e arrogantes. E na base daquele semblante negro esverdeado, uma barbicha grisalha e descuidada.

Sequer havia perguntado quem era eu ou por que me encontrava ali. Pouco a pouco, conforme fomos avançando na pista de Jesus de Nazaré, o contato com esses numerosíssimos badn — o povo que fala claramente — foi nos dando um conhecimento mais completo e preciso de seus modos e costumes. E a hospitalidade, como espero ter oportunidade de relatar, era uma de suas normas mais sagradas. Mas vamos dar tempo ao tempo.

Cerimonioso, me estimulou a experimentar. E o fez num reverendo mutismo. Se realmente desejava baixar a forragem para o paciente Posseidon, era preciso me ajustar às normas e me armar de paciência.

Ou sim? Eu me resignei, fingindo um vivo interesse e assentindo em silêncio a cada uma de suas afirmações mais que duvidosas. O apelido do antigo nômada — procedente, segundo ele, das remotas mesetas do Moab — se achava, pelo jeito, perfeitamente justificado.

Finalmente, como se fosse a coisa mais natural, perguntou a que se devia a honra da minha visita. Fui direto e sucinto. Dirigiu um olhar ao cavalo e, levantandose, caminhou até o animal. Ele encarou posseidon e acariciou a estrela negra da fronte. O eqüino, com as orelhas em ponta e para a frente, mostrou-se dócil e tranqüilo.

Bom sinal. Devagar, deu a volta em torno do animal, apalpando-o e examinando-o. Depois disso, voltou para perto de mim. Segurou a cabeça com destreza e energia. O badawi sabia Deixei que ele continuasse.

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Ainda tínhamos pela frente muitos dias de permanência forçada no Ravid. Ele examinou os dentes do cavalo e, uma vez mais, mostrou-se satisfeito. Os incisivos de leite apareciam definitivamente substituídos, mostrando as respectivas concavidades nas pontas.

Posseidon, com toda a probabilidade, estava prestes a completar cinco anos. Eu devia ter imaginado. Ofereço-te 40 peças E Camar, tomando o silêncio como uma negativa lógica, divertindo-se com o que achava ser uma forçosa cerimônia de pechincha, aumentou a soma.

E em seguida fez mais um gesto teatral, batendo no peito e invocando o suposto fundador de sua tribo. Protege-me deste munayyil? Apesar da grosseria do insulto munayyil, entre os arab, é sinônimo de covarde 6 e homem sem honra , eu sabia que lamentos e impropérios faziam parte do ritual. Queres sujar minha cara? Juro por mim e por meus cinco! Ao jurar por si mesmo e por suas cinco gerações, Camar defendia sua honra no limite do permitido pelos escrupulosos badu. Suponho que o Destino, atento, viera ao meu encontro.

Pesei prós e contras e, desconcertado, tive de reconhecer que a oferta nos aliviaria de duas maneiras. O termo munayyil pintado com nileh procedia de um velho costume dos arab. O homem covarde que, por exemplo, fugia da batalha, ao voltar ao acampamento recebia no rosto um banho de nileh índigo O ritual, geralmente, ficava a cargo de uma mulher da tribo.

Faltar à palavra ou trair os seus é considerado uma das piores afrontas. Um desses grupos — os sararat — devia sua péssima fama a uma remota e duvidosa lenda. De um lado, pairava o assunto da presença comprometedora de Posseidon. Nem eu mesmo acreditava. Os olhinhos do badawi baixaram. Eu devia mostrar firmeza. Assim, puxando o posseidon, fingi uma retirada em grande estilo, encaminhando-me para a estrada.

O velho truque funcionou. Logo, um Camar gesticulante e choroso obstruía meu caminho, repetindo a habitual cantilena de juramentos. O resto foi simples. E o trato se fechou em 47 peças de prata e um enorme saco com a melhor colheita da horta: alho em abundância, cebolas, as suculentas adashim lentilhas , alhos-porós, ovos e dez lo seis quilos de tenras pol favas. Acabava de vender um amigo por um punhado de moedas.

Curioso e demolidor Destino Como era possível? Caí de novo nos textos evangélicos e, repito, meu ânimo foi esquentando. Como isso era possível? E a maioria sempre tratou de justificar o texto de Marcos, argumentando, mais ou menos, que o evangelista inspirara-se na história de Elias e o Salmo Eu me revoltei, claro.

Ele o disse. O Mestre repetiu duas vezes. Licença poética? Se tivesse relatado os fatos com detalhes, ninguém teria por que duvidar. Mas o que eu estranhava em tudo isso, As mutilações, silêncios e mudanças nos textos — que eu me nego a aceitar como revelados - mal haviam começado. Estou sendo realmente objetivo? Talvez eu simplifique muito. Vou me explicar. Foram eles que, parece, o estimularam a escrever. Mas vamos por partes. Vejamos alguns exemplos daquilo que afirmo.

Quer dizer, até o ano 68 de nossa era. Provavelmente — como observa o major -, Marcos elaborou o texto de acordo com suas próprias lembranças e com as indicações de Pedro. Pode ser até que o contato com Paulo o tenha levado a novas modificações. Perto de Betânia? Nada disso. E o que aconteceu com a importante mensagem que o Filho do Homem preocupou-se em lembrar aos seus? Amai aos homens com o mesmo amor com que eu vos amei.

E servi vossos semelhantes como eu vos servi Servi-os com o exemplo E ensinai aos homens com os frutos espirituais de vossa vida. Ensinailhes a grande verdade. Incitai-os a crer que o homem é um filho de Deus Um filho de Deus! Por quê? Mas disso prefiro falar mais adiante.

Quanto ao segundo texto — os Atos dos Apóstolos -, atribuído geralmente a Lucas 13 , a desordem alcança níveis insuspeitos. Meu Deus! Mas vamos continuar com os exemplos. Quando morreu, no ano 90, preparava um terceiro livro sobre o Galileu. Quanto à resposta do Mestre, nada tem a ver com a realidade. Lucas ouviu o galo cantar, mas Roupas brancas? O Ressuscitado simplesmente, desapareceu.

A Ciência hoje sabe disso — nós sabemosmuito bem. Ultimo exemplo. O evangelista afirma que, numa das aparições, o Mestre comeu com os discípulos Lc. O Ressuscitado jamais ingeriu comida ou bebida. Nem nessa nem em qualquer outra das dezanove aparições que pudemos contabilizar. Contudo, o mais triste — que põe em jogo boa parte de tudo que se narra nesses evangelhos -, estava por chegar. E pouco a pouco fui me resignando.

Eliseu, como sempre, lacônico. Como devo ter mencionado, era difícil estabelecer a data exata da minha volta. O contato com Camar havia sido positivo, deixando aberta uma porta interessante.

Ele deu um sorriso maroto e, francamente, eu estremeci. A primeira parte do seu plano devia se completar com os estudos correspondentes sobre o DNA de José, o pai terreno de Jesus. Mas isso ficaria para a minha volta a Jerusalém. Isso era possível graças à fórmula especular assimétrica e ao deslocamento do eixo de giro horizontal no centro da curvatura da imagem. Na verdade, coisa de rotina.

A partir desse momento era preciso ter mais cuidado. Mas meu ânimo estava intacto. Iríamos em frente. O que me reservava o Destino? Sim, aquela experiência seria diferente. Eu sentia isso com nitidez. Logo me juntei a uma numerosa caravana de sírios que transportava farinha de cevada e cujo destino era Jericó, na margem ocidental do rio.

O céu foi benévolo. Na tarde de terça-feira, dia 23, pouco antes do cair da noite, este explorador batia nas portas do lar dos Marcos, em Jerusalém. O ambiente, reconheço, me desconcertou. O luto pela morte do cabeça da família parecia ter desaparecido por completo.

A verdade é que eu sentia falta deles. Serei capaz de explicar tudo isso? Desconcertante, sim. O comportamento, insisto, me era familiar.

Ali pulsava alguma coisa mais profunda, mais serena, mais sólida e contínua. Que acontecera com aquele Pedro agressivo e desconsiderado? Agora se apresentava diante de mim, sóbrio, exuberante, irradiando uma paz insólita e desconhecida. Sim, eu disse bem, para todos.

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Ao fazer alusões à magnífica e esperançosa paternidade de Deus, o pescador esqueceu o trecho, reforçando, por outro lado, o fato deslumbrante da realidade física do Ressuscitado.

Sim, Jesus vivia. Jesus tinha corpo. Jesus voltara da tumba. Jesus, de forma definitiva, era triunfante. E Pedro atacou a casta sacerdotal, ridicularizando-a. Suponho que isso seja compreensível. Eram seres humanos. Eu O vi. Conversei com Ele. Tivemos a sorte de meio analisar sua estrutura física. Foi tal o impacto que ninguém se mexeu. Todos esperaram as ordens do brilhante líder. Esse seria o sinal. Só depois agiriam. Contudo, logo averiguariam Todos aceitaram. A iniciativa seguinte correu por conta de Pedro.

Num daqueles interrogatórios, o pescador me confessou que a idéia surgira ao lembrar as frases de Jesus sobre o malogrado Judas Iscariotes. Todos queriam esse posto.

Curiosamente — segundo minhas informações -, entre esses cinqüenta ou sessenta braços levantados, nenhum pertencia a uma mulher.

Essa, contudo, é outra história. E assim foi. E o badu, repito, era um deles. Bartolomeu e o Zelota. Nunca gostei dos indecisos A bem da verdade, o antigo guerrilheiro terminaria acertando. Mas, segundo me consta, pouco ou nada teve a ver com as atividades da primitiva Igreja. Naquelas semanas consegui conversar em duas ocasiões com ele. Sinceramente, ele me decepcionou. E convencido da chegada iminente do Espírito prometido pelo Mestre, pediu calma, entoando o Ouve, Israel.

Aquele grupo, ao qual foram se somando outros seguidores, estava seguro. Isso me ratificaram. Mas seguro de quê? O Mestre, diziam, havia anunciado isso. O Espírito chegaria com poder. Eles eram os embaixadores. Eles tinham sido eleitos. Eu me senti decepcionado. Aquela boa gente — apesar daquilo que iria acontecer por volta da uma da tarde — continuava obcecada com as velhas idéias manipuladas sobre um Messias terreno, político e libertador.

As opiniões foram unânimes. Claro que aquilo me era familiar. Uma presença que foi desmoronando a reza até nos deixar em silêncio. Um silêncio total.

Sim, todos sentiram a mesma coisa. Ali flutuava alguma coisa ou alguém. Uma presença. Quando perguntados se tinham visto, escutado ou percebido alguma coisa, todos, absolutamente todos, negaram sem vacilar. Um barulho, como o de um vento impetuoso? Os pacientes e espantados hebreus me olhavam desconcertados.

Nem línguas nem ruídos estranhos. Seguros de si mesmos. Tinha sido alguma coisa de outra natureza. Precisava de respostas. O que ou quem era essa entidade? De onde vinha? Por que modificara o temperamento e o pensamento de todos nós? Naturalmente tive de esperar.

E dos cochichos, como uma onda, passaram aos gritos, palmas e abraços. Pedro teve problemas. A assembléia enlouquecera de alegria. O medo desaparecera. Era como voar. Vamos ao templo e falemos claro! O líder acertou. Desta vez, sim. E associando-o com rapidez ao anunciado advento do Espírito Santo, agitou os corações, provocando o delírio. Se alguém tivesse se atrevido a pedir calma ou bom senso, simplesmente seria arrastado por eles.

E gritando o nome do Ressuscitado, seguiram os passos do inflamado Pedro. Era o triunfo de um grupo que, durante cinqüenta dias obscuros, fora humilhado, perseguido e supostamente anulado.

Entendi tudo. O duplo motivo — agradecimento a Yaveh pela Lei e as obrigatórias primícias para apresentar no Templo — fazia com que a Cidade Santa se tornasse, naqueles dias, um formigueiro de gente procedente de todo o mundo conhecido. Talvez fosse por volta das duas ou duas e meia da tarde. Muitos dos ali presentes podiam dar fé disso. E explicou. Deu detalhes. O erro se repetia. Os sacerdotes, inquietos, formaram círculos, murmurando. E a casta sacerdotal, raivosa e humilhada, teve de se retirar.

E eles cresceram. Pelo menos foi isso que disseram. Preparemos a gloriosa volta do Senhor. Quando levantei o assunto, voltaram as risadas. Aquele grego de Tessalônica de fato parecia ter perdido o juízo. As habituais. No fundo eu tinha acreditado no evangelista. Quando aprenderei o que aconteceu, segundo me contaram, foi simples. Naturalmente, línguas que conheciam. A saber: grego mais exatamente ,oiné , latim, aral, egípcio e siríaco 5.

Caná – Operação Cavalo de Tróia Vol 09 – J. J. Benítez

Mas voltemos ao velho tema. Como terei oportunidade de expor mais adiante. Procedia, segundo todos os indícios, da Síria e das tribos do Leste. Ainda pode ser ouvido no Líbano e na Urmia. Vejamos por quê. Tudo aconteceu no mesmo dia, quintafeira, 18 de maio mês do Sivan.

Ato contínuo, - Atos 1, -, Lucas oferece um discurso de Pedro que jamais foi pronunciado 7. O evangelista, por outro lado, além de alterar a sorte final dos 30 siclos, coloca isso na boca do líder. E o desastre continua Ao mencionar Matias, substituto de Judas, Lucas de novo deforma os fatos, ocultando parte da verdade 9. O lapso tem, em parte, uma justificativa. Porque ele era um dos nossos e obteve um posto neste ministério.

Este, pois, comprou um campo com o preço da sua iniqüidade, e caindo de cabeça, arrebentou-se pelo meio, espalhando-se todas as suas entranhas. Assim se faz a História De repente veio do céu um ruído como o de uma rajada de vento impetuoso, que encheu toda a casa na qual se encontravam.

Apareceram a todos umas línguas como de fogo, que se espalharam e pousaram sobre cada um deles Ao se produzir aquele ruído, as pessoas se congregaram e se encheram de estupor ao ouvir, cada uma delas, em sua própria língua. Pois como cada um de nós ouve em sua própria língua nativa?

Gente de Jerusalém que ouviu o ruído impetuoso e foi se reunir na casa dos Marcos? Esses discursos, depois do advento do Espírito da Verdade, foram pronunciados no Templo uma hora e meia mais tarde. Cinqüenta anos era muito E eu disse bem.

Basta repassar uma de suas epístolas 1 Cor. E derramarei meu Espírito sobre meus servos e minhas servas.

Farei prodígios no alto do céu, e sinais embaixo, na Terra. É possível que precisasse de uma desculpa. Um incidente que lhe permitisse fechar a história e destacar a frase correta.

Nesse caso, a do profeta Joel. E por que a frase correta?

Foi a partir do Pentecostes que os íntimos e seguidores do Mestre se convenceram de que o retorno de Jesus era algo iminente. Uma volta com grande poder e majestade, escoltada por sinais celestes. Naquela quinta-feira, 18 de maio, ninguém falava ainda do espetacular e imediato regresso do Rabi.

Isso foi depois. E Deus, com sua vontade e presciência permitiu que Jesus vos fosse entregue, e vós, através de ímpios, o matastes, pregando-o numa cruz.

Mas, ele era profeta, e sabia que Deus lhe havia jurado solenemente fazer com que um descendente seu lhe sucedesse no trono.

Deus ressuscitou este Jesus. E nós todos somos testemunhas disso. Ele foi exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito prometido e o derramou: é o que vós estais vendo e ouvindo. Que todo o povo de Israel fique sabendo com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vós crucificastes.

E foi entre as 10 e as horas que, obedecendo à ordem de Pedro, reuniram-se no lar dos Marcos os cento e vinte homens e mulheres que amavam Jesus. Por causa disso, o grupo se mobilizou, dirigindo-se ao Templo. Podiam perguntar a elas, e fizeram isso.

Esse foi o grande argumento. É como se o Espírito da Verdade só tivesse se derramado sobre os Doze. Se Pedro, naquele momento, tivesse dito algo assim, teria faltado gravemente com a verdade. Essa idéia, como outras, frutificou muito depois.

Uma forma de se definir. Naqueles momentos iniciais, que é quando Lucas situa o discurso de Pedro, nem o líder nem qualquer outro falava assim. Sirvam, pois, estas reflexões como aviso aos navegantes. Diante dos erros numerosos e graves — e escrevo isso com todo respeito -, como é possível aceitar os evangelhos como a palavra de Deus? Espero e desejo que o hipotético leitor destas minhas memórias saiba julgar por si próprio. Agora eu sei.

O Destino sempre sabe o que faz. Organizadas as indagações sobre o Pentecostes, pouco faltou para que eu voltasse a Nazaré. Mas a insistência e o carinho dos Marcos me obrigaram a ceder, prolongando minha estadia em Jerusalém até meados de junho.

Sim, a casualidade existe. Graças a essa circunstância, tive a excelente oportunidade de ser testemunha de uma série de acontecimentos inéditos para mim e, suponho, para os que se consideram crentes. A verdade é que me assusta o pouco que me resta de vida Pedro foi o grande impulsor. E foi, nesses discursos e conversas que a idéia se firmou.

Os discípulos interpretaram mal as palavras do Ressuscitado sobre sua segunda vinda à Terra e assim nasceu o erro. Se o Mestre havia afirmado que regressaria — e de fato afirmara -, isso significava que a volta era certa e iminente.

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O assunto estava claro. E a euforia disparou. Mas o equívoco foi mais além. Foi uma loucura. Nada era de ninguém e tudo de todos. Pouco serviram as advertências sensatas de pessoas como José de Arimatéia, Bartolomeu, Maria Marcos e a própria Senhora, entre outros.

Os pedidos de prudência eram como zunidos de moscas nos ouvidos daqueles exaltados. Ninguém escutava. Contudo, sobre esse fato importante nenhum dos escritores sagrados? O ambiente, enfim, foi esfriando e alguns dos íntimos e fiéis seguidores do Rabi da Galiléia acabaram se despedindo, abandonando Jerusalém. Segundo fato. Tudo começou com Mateus Levi, o antigo cobrador de impostos.

Havia começado a escrever. E fazia isso sem descanso. Quando me aproximei dele e, solícito e feliz, me mostrou as folhas fiquei sem jeito. Embora superficial, o relato se ajustava à verdade.

Ou eu me enganava muito ou aquele texto era o primeiro dos que, com os anos, constituiriam o legado dos evangelistas sobre os ensinamentos do Mestre.

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Pouco a pouco, quase todos desfilaram pelo aposento superior da casa dos Marcos, lendo o manuscrito. Ele se encarregaria de lembrar tudo Houve polêmicas e discussões, mas jamais caíram nos velhos insultos ou nas desqualificações pessoais. Quando este explorador abandonou Jerusalém, o esforçado Mateus continuava mergulhado em seu projeto.

Depois, ao ler aquilo que atualmente aparece no evangelho que leva seu nome, voltei a me surpreender. Esse texto também é irreconhecível Escreveria, sim. Colocaria no papel suas numerosas lembranças intensas. E se lançou ao trabalho. No início, foi tudo bem.

Melhor dizendo, quase bem. O resultado, contudo, foi idêntico. André tinha tudo muito claro. Aí surgiu o conflito. Era o Jesus vivo, ressuscitado, poderoso e triunfante que os havia colocado na boca de toda Jerusalém. Aqueles homens, apesar daquilo que haviam visto e ouvido, eram judeus.

Acatavam a Lei, e o exposto por Bartolomeu ainda ecoava no íntimo deles. O Evangelho do Reino nada tem a ver com velhas leis, raças ou culturas.. Que mais glória, sabedoria e triunfo podeis esperar? Esse é o grande triunfo Isso é o que todos devem saber. Essa é a vontade do Pai. Cumprir os desejos do Mestre Quer dizer, proclamar ao mundo que somos filhos de um Deus Filhos de um Deus!

É isso que pregamos Deus é o pai do Senhor Jesus! Até certo ponto. Finalmente haviam compreendido o obscuro assunto da divindade do Mestre. Contudo, como observava Bartolomeu, a segunda parte do mistério — a paternidade de Deus para com os seres humanos — escapara ao entendimento deles.

Foi uma pena A julgar pelos resultados, Pedro e os seus mantiveram a postura inicial, adorando o Galileu e transformando-o num exemplo a seguir. Só um desejo sincero, embora utópico, de compartilhar tudo e de pregar as excelências do Mestre. A ruptura foi irreversível.

Falaram, sim, mas o abismo, longe de desaparecer, foi crescendo. O cisma estava aberto. Tanto os gêmeos de Alfeu como Matias se mantiveram numa terra de ninguém, afastados de toda atividade apostólica.

Escrever sobre o distanciamento de alguns homens que haviam estado em contato íntimo com o Filho de Deus? Divulgar o cisma? Reconhecer que seis apóstolos se equivocaram? Isso teria maculado a imagem da nascente Igreja, propiciando dissidências e desordens.

Seria muita humildade para alguém que se considerava de posse da verdade. Lembro-me de que tive longas conversas com os três. Quais eram suas intenções? A verdade é que Bartolomeu, embora estivesse logicamente triste com o rumo dos acontecimentos, falou com serenidade. Sabia o que queria. Uma vez mais fiquei maravilhado diante do poder daquele Homem.

Como podia saber o que aconteceria dois meses depois da emocionante despedida histórica? Sei que, depois do que eu havia vivido, a pergunta era uma solene estupidez. Cumpriria a ordem do Rabi. Falaria do Pai aos gentios. Talvez até tirasse umas férias. Depois, veríamos A bem da verdade, eu nunca mais soube nada dele. Num dia daquele quente mês de Sivan, acredito ter sido um domingo, dia 10, aquele que havia sido o cético do grupo desapareceu sozinho e sem despedidas.

Coisa bem ao estilo de Tomé Por nada deste mundo trairia o Mestre. Parece, segundo minhas fontes, que Tomé, o Dídimo, foi preso por Roma e executado na ilha de Malta.

Ali, em algum lugar, foram encontrados seus restos. É possível que tenha chegado a escrever também seu próprio evangelho, N. O Espírito da Verdade lhe abriu os olhos. E agora ele ria de si próprio e de suas idéias bobas sobre um reino material e um Messias guerreiro e libertador. Era mister que o mundo soubesse daquele Deus.

Um Pai radiante e benigno, todo amor, que nos estava presenteando a vida. No fundo era simples. Tudo consistia em fazer a Sua vontade E ele o fazia. Para começar, iria para o Egito. Depois, quem sabe Era a segunda morte em cerca de trinta dias.

Primeiro foi a morte de Elias Marcos, agora a do pai de Bartolomeu. Quanto a seu companheiro de viagem, simplesmente perdi sua pista depois da despedida em Nazaré.

Acredito até que jamais voltaram a se reunir. A ele e aos gregos devemos na realidade aquilo que hoje constitui a Igreja Católica. Recuperado o ânimo, viajou ao Egito, pregando a boa nova. Chegou às fontes do Nilo e ali morreu. Mas isso, como tudo, depende da vontade do Pai Lamentavelmente, a grande mensagem, a que provocou o cisma, foi enterrada. E assim continua Mas essa história me levaria paRa longe, afastando-me daquilo de que fui incumbido.

Meu trabalho na Cidade Santa chegava ao fim. Eu me refiro, é claro, às numerosas aparições do Mestre depois de sua morte na Cruz. Vinham de todos OS lugares. A princípio, resisti. Aquilo era uma loucura. Alguém, provavelmente, andava inventando. Conforme fui interrogando os mensageiros, comprovei que seus testemunhos eram sólidos.

De fato algo estranho, fora do comum, havia acontecido nesses quarenta dias. Aquilo era físico. Aquilo mexia com os corações. Fazia palpitar as pessoas. Provocava polêmica. É meu dever esclarecer também que nem todas as aparições puderam ser investigadas por este que aqui escreve. Contudo, como digo, nunca duvidei da credibilidade das testemunhas.

Horto de José de Arimatéia. Testemunhas: Maria Madalena e mais quatro mulheres. Reconhecem a voz do Mestre. Unico testemunho: o de Madalena. Reconhece a voz de Jesus. Ou talvez fumaça Era uma massa brumosa que, partindo da cabeça, foi moldando uma figura..

E pouco a pouco, a nuvem converteu-se num homem. Também em Betânia. Vinte testemunhas. Desta vez, o reconhecem. Interior da casa de José de Arimatéia, em Jerusalém. Testemunhas: Maria Madalena e vinte e quatro mulheres. É um homem de carne e osso. Ide pelo mundo inteiro anunciando este evangelho e confirmando os crentes na fé neste evangelho Embora o Filho do Homem tenha aparecido na Terra entre os judeus, trazia seu ministério para todos os homens. Talvez a cinco ou seis quilômetros de Jerusalém.